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Jorgito (1997, Brasil) desenvolve, através da pintura acrílica, um discurso amoroso fragmentado e deslocado a partir de narrativas queer, da memória e da ocupação dos espaços. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard e em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade FUMEC, sua prática parte do diálogo entre corpo, espaço e desejo. A formação em arquitetura influencia diretamente sua construção pictórica, especialmente na definição da perspectiva e na investigação sobre o direito de corpos queer de existir, ocupar e transformar os espaços que habitam.

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Atravessadas pela fantasia e pela memória, suas imagens são construídas de maneira expressiva, valorizando o instinto e a liberdade pictórica. Seu processo envolve o uso de uma paleta reduzida, com tintas frequentemente misturadas diretamente sobre a tela, explorando contrastes cromáticos e soluções espontâneas. A pintura torna-se, assim, um campo onde diferentes práticas, discursos poéticos e questões sociais se encontram.

Sua trajetória artística inclui experiências com performance, cerâmica e escultura, desenvolvendo-se atualmente sobretudo através da pintura como espaço de investigação sobre identidade, desejo, memória e espaço.

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Jorgito apresentou seu trabalho em Lisboa, incluindo a exposição individual Fragments e a exposição coletiva Reexistências, na Casa Oxente. Sua produção também integra o coletivo Queer Art Spain e foi apresentada em Berlim, através da Galerie Newman, em exposição física e catálogo virtual.

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